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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

"LEI SECA"

A recente Lei Federal n° 11.705, sancionada em 19 de junho de 2008, que alterou alguns dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro e da Lei n° 9.294/1996, despontou trazendo certa controvérsia entre os motoristas brasileiros. Com a finalidade de estabelecer alcoolemia zero, de impor penalidades mais severas para o condutor que dirigir sob a influência de álcool e de obrigar os estabelecimentos comerciais em que se vendem ou oferecem bebidas alcoólicas a estampar, no recinto, aviso de que constitui crime dirigir em estado ébrio, esta lei já aparece como uma das mais rígidas no mundo.
Numa lista de oitenta e dois países pesquisados pela International Center For Alcohol Policies, instituição com sede em Washington (EUA), a nova lei brasileira, com limite de dois decigramas de álcool por litro sangue, é mais rígida que sessenta e três nações, iguala-se em rigidez a cinco e é mais tolerante que outras treze, onde o limite legal varia de zero a um decigrama.
Já apelidada, como tudo neste país que gera grande repercussão, de “Lei Seca”, esta norma traz uma nova realidade para o trânsito brasileiro, na busca da diminuição dos acidentes. Diferentemente do que ocorreu nos Estados Unidos nos anos 20 do século passado, onde lá, a “Lei Seca” tratava da proibição da venda de bebidas alcoólicas, aqui, a lei tem a conotação de impedimento total do consumo de álcool antes do ato de dirigir e da venda de produtos alcoólicos ao longo das rodovias federais.
Portanto, é importante salientar que não há qualquer restrição quanto à ingestão de bebidas alcoólicas. Assim, há um grande equívoco quanto à denominação da lei. Na realidade a lei não é “seca”, já que não proíbe que as pessoas bebam, mas sim que não dirijam após optarem por beber. Aí a importância de conhecê-la e saber qual a sua real proposta em favor da comunidade brasileira.
A bebida alcoólica está intensamente ligada à cultura dos brasileiros, faz parte da vida da população. Ela está sempre presente em solenidades como casamentos, batizados e festas, nos restaurantes e nas lanchonetes. É comum, na culinária brasileira, usá-la em doces e como tempero de algum tipo de carne. Em geral, a bebida alcoólica está relacionada aos momentos de lazer do povo brasileiro, por isso é impossível imaginar a idéia de retirá-la por completo, e por isso surgiram tantas discussões com relação a toda essa nova regulamentação.
De um lado estão aqueles que defendem a lei diante do alto índice de acidentes de trânsito causados por motoristas alcoolizados. De outro, estão os motoristas, com seus hábitos de ingerir bebida alcoólica, que, de maneira egoísta, alegam que o Estado não pode interferir em seus direitos. Afirmam ainda que a lei é inconstitucional quando diz que o motorista que se recusar a fazer exames de bafômetro e coleta de sangue para verificar a quantidade de álcool consumido estará sujeito às penalidades do artigo 165, do Código de Trânsito Brasileiro (multa e suspensão do direito de dirigir por 12 meses), uma vez que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo.
Outro ponto crucial da polêmica está na nova redação do artigo 276, do Código de Trânsito Brasileiro, que diz que qualquer concentração de álcool por litro sangue sujeita o condutor às penalidades previstas no artigo 165. Porém, o parágrafo único tratou de criar uma possibilidade de tolerância, ao informar que o Órgão do Poder Executivo Federal disciplinará margens de tolerância para casos específicos.
Nesse sentido, o Decreto Federal n° 6.488, de 19 de junho de 2008, mesma data da Lei, esclarece em seu artigo 1°, § 2°, que enquanto não for editado o ato que trata da margem de tolerância, esta será de dois decigramas por litro de sangue ou um décimo de miligrama por litro de ar expelido dos pulmões, justamente para garantir uma proporcionalidade para cada caso.
É importante também ressaltar que, a bebida alcoólica é a causa maior do péssimo desempenho dos motoristas nas vias terrestres brasileiras. Os acidentes, com resultado morte ou lesão grave, representam o efeito da inconseqüência manifesta.
O álcool está diretamente ligado com a morte de 1,8 milhão de pessoas ao redor do globo terrestre (dados colhidos através de pesquisa da Organização Mundial da Saúde – OMS), só em território brasileiro, 35 mil pessoas morrem nas estradas todos os anos, com ênfase para os finais de semana e feriados, colocando, assim, o Brasil entre os países com a maior taxa de mortalidade no trânsito do mundo.
Pessoas alcoolizadas provocam mais acidentes, o que gera uma necessidade de atendimento, deslocamento de ambulância, bombeiros, custos públicos com hospital, tratamentos psicológicos para as vítimas, tratamentos fisioterápicos, reconstrução de postes, viadutos, enfim, tudo que de material possa ser afetado em conseqüência dos estragos.
Depois que a nova lei entrou em vigor, só na cidade de São Paulo a queda do índice de acidentes no trânsito foi de 57%. No estado de Minas Gerais, o balanço divulgado um mês depois da vigência da lei, pela Polícia Militar, indica que o número de acidentes diminuiu cerca de 21%, e o número de mortes no trânsito caiu 27%. No Distrito Federal, o mês de julho teve diminuição de 24% no número de mortos. Nas estradas federais, houve o menor índice de acidentes dos últimos quatro anos, menos 14,5% em relação ao ano passado. Como exemplo de benefício secundário, cinco hospitais municipais de São Paulo economizaram R$ 25 milhões em julho, assim, com essa economia, em um ano seria possível construir outro hospital.
Diante de tais dados, não apoiar essa lei seria uma irresponsabilidade.
Considero a Lei n° 11.705/2008 como uma evolução na sociedade brasileira, e como todo crescimento, sobrevirão mudanças. Certamente, a “Lei Seca” deve provocar uma transformação nos hábitos da comunidade, bem como uma conscientização cultural e educacional para todos os motoristas que transitam pelas vias de nosso país. Assim, com a ajuda de uma rigorosa fiscalização, será possível diminuir ainda mais o número de mortes causadas por acidentes de trânsito.
Se para evoluir teremos que mudar nossos hábitos, que eles sejam mudados. Se para proteger o direito à vida, devemos abrir mão do nosso direito de beber e dirigir, que isso aconteça. Que a nossa prioridade, como sociedade brasileira, possa ser buscar sempre o bem comum, onde todos são iguais perante a lei, garantindo-se a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

APROVEITANDO A VIDA

“Um homem pode ter cem filhos e viver muito anos. No entanto, se não desfrutar as coisas boas da vida, digo que uma criança que nasce morta e nem ao menos recebe um enterro digno tem melhor sorte que ele”. Eclesiastes 6:3
Como posso desfrutar as coisas boas da vida? Muitas vezes a impressão que tenho é que deixamos de fazer as coisas boas da vida quando resolvemos seguir a Jesus. Pelo menos, essa é a imagem que o mundo tem quando olha para Igreja, somos o povo que tem o acesso proibido ao prazer. Enquanto todos aproveitam a vida livremente, os crentes se fecham nos seus templos e passam a vida lutando contra as suas vontades.
Então, como resposta a essas questões, saímos por ai anunciando que na verdade somos um povo livre e que não estamos presos ao pecado. Podemos cantar livremente na presença do Pai, podemos escolher não viver os prazeres do mundo, podemos nos divertir sem drogas, sem sexo, sem baladas... Batemos forte nessa tecla, e travamos uma luta onde a principal questão é saber quem realmente é livre.
Mas o que será que Salomão quis dizer com a expressão “desfrutar as coisas boas da vida”? Ainda mais ele, um rei que não recusou dar prazer algum ao seu coração, que jamais negou o que os seus olhos desejaram, e que quando chegou ao fim da vida percebeu que tudo foi inútil, tudo foi como correr atrás do vento. Depois de toda essa percepção da vida quais seriam as “coisas boas" na visão do rei Salomão?
A verdade é que jamais seremos totalmente livres. Ou somos escravos de nós mesmos e livres de Deus, ou somos escravos de Deus e livres de nós mesmos. Salomão durante toda a sua vida preferiu ser escravo dele mesmo e livre de Deus, e no final dela suas principais palavras foram “... que grande inutilidade, nada faz sentido... não há nenhum proveito no que se faz debaixo do sol...”.
Nessa perspectiva consigo entender quando Jesus me diz que para ganhar a vida é necessário perdê-la. Assim, quero chegar ao fim dos meus dias, olhar para trás e dizer que valeu a pena. Quero viver a vida abundante prometida por Jesus. Quero aproveitar as coisas boas da vida ao lado do meu melhor amigo Jesus. Assim como o apóstolo Paulo, quero chegar ao final de tudo e dizer que “combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda”.

terça-feira, 24 de junho de 2008

QUERO SER O TEU LAR

“Quero ser o teu lar”. Tenho cantado essa frase a semana toda. Isso me faz lembrar as vezes que viajávamos em família, e sempre quando voltávamos pra casa, e tudo estava em ordem, minha mãe, feliz, dizia: “é muito bom chegar na nossa casa arrumadinha...”.
Então comecei a pensar no que implicaria ser o lar de Jesus. Quero agradá-lo. Para isso preciso manter essa moradia organizada e fazer o possível para tudo estar limpo e no lugar. O melhor é que quando Ele vem habitar em mim tudo se transforma. Ele me ajuda nessa limpeza, principalmente naqueles cantos que eu nem imaginava que existiam.
Quando ouvimos a voz de Jesus e abrimos a porta para Ele entrar, assumimos o compromisso de manter a casa em ordem. Não é fácil, uma vez que a nossa tendência é não fazer a manutenção do nosso coração. Limpeza implica em deixar que o Senhor entre com a sua luz nos lugares mais escuros da nossa vida, e remova de lá tudo que vai contra a sua natureza divina.
Essa semana eu tenho cantado que quero ser o lar daquele que me criou. Não importa quão cansativa for essa limpeza, vou encará-la, o verdadeiro Dono da casa vai me ajudar. Quero que a minha vida seja um grande banquete para o Pai, aonde eu e Ele vamos nos sentar, comer e conversar sobre os assuntos mais variados. Vamos compartilhar nossos projetos e sonhos. Quero ouvir o que Ele pensa de mim. Quero conhecer os planos que Ele tem para a minha existência. Quero me alimentar com a sua presença e adorá-lo em espírito e em verdade.

Nele, que é Perfeito, mas consegue habitar em casas imperfeitas,

João Haroldo Bertrand

sexta-feira, 7 de março de 2008

EU VIVO CORRENDO

Eu vivo correndo,
só nao sei o porque;
levanto, converso, dou aula,
preciso chegar na hora.
Já vou pensando na volta;
a música no rádio não para.
Almoço, trabalho e já volto,
nao deu pra acabar.
Saio chamando, o tempo não para.
Estudo, Luto e o barulho
cada vez maior não me deixa pensar.
No final já volto e me deito,
então o silêncio começa a gritar.
Onde estão as luzes,
a música e a festa?
Parado me volto pra dentro.
E bem lá dentro de mim uma brisa
leve e suave me diz:
"Lança a tua ansiedade
porque tenho cuidado de ti".
05/03/2008

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

SERVO INÚTIL

“Não quero os títulos de papa, cardeal, arcebispo, bispo, patriarca, apóstolo, 'paipóstolo' ou outros parecidos. Quero um título que não me custe dinheiro, que tenha em si a essência do evangelho e que eu possa ostentar sem nenhum constrangimento. Que seja merecido e de verdadeira nobreza e tenha a aprovação do Senhor. Até dispenso mordomias, como passagem para Israel, painel de oração folheado a ouro, kit New Land e jantar de gala. Quero alcançar o título dos meus sonhos e colocá-lo na parede da sala ou do escritório, bem à vista. Refiro-me ao título de nobreza SERVO INÚTIL, mencionado pelo próprio Jesus: ‘Depois de haverdes feito tudo quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que deveríamos fazer’ (Lucas 17:10)”.

Venefredo Barbosa Vilar

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O GRANDE AMOR DE DEUS

“Alguma coisa pode me fazer parar de amar você? Escuta falar a sua língua, dormir na sua terra e sentir as suas dores. Veja o Criador da visão e do som enquanto Ele respira, tosse e assoa o nariz. Você me pergunta se eu entendo como você se sente? Olhe nos olhos alegres da criança em Nazaré; é Deus indo para escola. Pense na criancinha à mesa de Maria; é Deus derramando o leite.
Você se pergunta até quando meu amor durará? Encontre sua resposta em uma cruz cheia de lascas, em uma colina escarpada. Sou eu, seu Criador, seu Deus, que você vê lá em cima. Transpassado por cravos e jorrando sangue; todo cuspido e molhado pelo pecado. É o seu pecado que estou sentindo. É a sua morte que estou morrendo. É a sua ressurreição que estou vivendo. Isso é o quanto eu amo você.
Alguma coisa pode nos separar? Ouça a resposta e firme seu futuro nas palavras de Paulo: 'Estou convencido de quem nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor' (Romanos 8:38,39)”.
Max Lucado, "Dias Melhores Virão", cap. 2, p. 33,34

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

2008

Nesse novo ano quero ser mais amigo de Deus, me relacionar com o Pai de tal forma que o meu caráter se torne igual ao dEle. Quero viver como Jesus viveu, orar como Ele orou, servir como Ele serviu, amar como Ele me ama e perdoar como Ele me perdoou. Vou procurar fazer mais e falar menos, aparecer menos, diminuir para que o Senhor cresça. Vou buscar relacionamentos que possa levar para vida eterna, valorizar momentos com minha família, fortalecer amizades. Terei mais momentos a sós, onde poderei admirar as noites enluaradas, o formato das nuvens, a beleza das flores, louvar e ouvir o Criador. Vou valorizar o silêncio e os meus momentos de leitura. Quero compor canções que falem de amor e exaltem a Deus. Quero passar mais tempo orando, e quando for orar, vou entrar no meu quarto e falar com meu Pai, que está em secreto, e então Ele me recompensará.